Mark Rothko mexeu comigo

Hoje vou falar para vocês minha descoberta do artista expressionista abstrato Mark Rothko.

Conhecendo um pouco esse artista

Rothko era um intelectual, um homem extremamente culto que amava a música e a literatura e era muito interessado pela filosofia, em particular pelos escritos de Nietzsche e pela mitologia grega. Influenciado pela obra de Henri Matisse – a quem ele homenageou em uma de suas telas – Rothko ocupou um lugar singular na Escola de Nova York.

Após ter experimentado o expressionismo abstrato e o surrealismo, ele desenvolveu, no final dos anos 1940, uma nova forma de pintar. Hostil ao expressionismo da Action Painting, Mark Rothko (assim como Barnett Newman e Clyfford Still) inventa uma forma meditativa de pintar, que o crítico Clement Greenberg definiu como Colorfield Painting (“pintura do campo de cor”).

Em suas telas, ele se exprime exclusivamente por meio da cor em tons indecisos, em superfícies moventes, às vezes monocromáticas e às vezes compostas por partes diversamente coloridas. Ele atinge assim uma dimensão espiritual particularmente sensível.

Para não especialistas, suas telas parecem profetizar o surgimento das páginas Web, só que em dimensões maiores que a parede de nossas residências. https://pt.wikipedia.org/wiki/Mark_Rothko

Eu já conhecia de vista as obras desse artista, esbarrando pela internet ou em alguma reportagem que discutisse obras de valor milionário pelo mundo, mas nunca tinha prestado a atenção com calma a nenhuma obra dele, estava mais no meu subconsciente e não marcado em mim.

Foi então que lá para meus 15 anos vendo um filme de comédia romântica despretensioso chamado “Prime” (Terapia de Amor) estrelado por Meryl Streep e Uma Thurman que tudo mudou em meu olhar. Em uma cena no meio do filme é apresentada a paixão da protagonista em uma pintura em particular e de como aquilo mexe com ela, e foi aí que aquela mesma tela “estranha” ao meu olhar até então também me fisgou.  A foto de capa desse texto reflete um pouco do sentimento que tenho ao observar as obras de Rothko, o encontro dos mundos na simples constatação da vida.

A arte nos desperta o desconhecido

Como pode essa tela que vi rapidamente mexer tanto comigo? Me lembro que na época eu parei o filme imediatamente e fui atrás de mais informações sobre aquela imagem, que se quer eu sabia qual era o autor. Depois de algumas boas tentativas eu me deparei com o universo de Rothk e me apaixonei. Esse fabuloso artista me despertou diversos sentimentos que eu desconhecia e me atraiu de forma instantânea, a sensação de choque e plenitude, que até hoje me arrebate quando aprecio suas obras. Uma obra de arte muitas vezes faz isso, desperta em você sentimentos desconhecidos e dilacerantes. Hoje sou feliz por ter tido essa descoberta inocente e reveladora, esperto que você que está lendo esse texto tenha uma chance dessas um dia também.  

A painting is not a picture of an experience; it is an experience.“Mark Rothko

Share Post :

More Posts

Deixe um comentário

error: Conteúdo protegido!