O nascimento das experiências do Fazimento

O Fazimento nasceu.

Ele nasceu gritando, chorando e esperneando diante do novo e estranho mundo com o qual se deparou e, de certa maneira, também lutando por sua recém-adquirida existência. Há quatorze meses, no dia 21 de agosto de 2018, o Fazimento nasceu.

Ainda que a ideia estivesse pairando no ar e tomando substância por mais tempo que isso, foi esse o marco de sua aurora: o primeiro dia em que colocamos a ideia em andamento; sem norte, sem guia, sem um resultado definido, mas com a empolgação que só os novos começos são capazes de nos trazer. Além do mais, uma marca talhada na ação não poderia nascer de outra forma que na ação.

Inspirados por projetos caseiros criativos com material de baixo custo que a cultura maker tem tornado populares e por produções de artistas que admiramos, tivemos a ideia de fazer uma geringonça elétrica com canos de PVC, placas de MDF e lâmpadas, que lampejariam de acordo com uma faixa sonora a ser produzida por nós.

E foi então os problemas começaram a acontecer.

Sem experiência de elétrica e eletrônica, sem acesso aos materiais e conhecimento que concretizariam a ideia que imaginávamos, nosso projeto despretensioso se tornou cada vez mais impraticável e cada vez mais diferente do que o que primeiramente ensaiamos. Ele se reduziu, ele se complexificou e se encareceu. Os ânimos abaixaram e, enquanto voltamos nossa vitalidade para outros projetos menores e mais executáveis, a ideia que inicialmente nos colocou em movimento foi ficando para trás, vencida.

Foram sete meses delegada a uma meia completude, uma meia vida que a ninguém servia. De vez em quando recebendo uma meia atenção, ela avançou vagarosamente até sua merecida finalização em 10 de abril de 2019. Foram quase sete meses, muitas idas e vindas, componentes queimados e frustrações. Estava vivo!

Morto e ressuscitado em forma de uma matriz de LEDs alimentados por um sistema de Arduino. Vivo enfim, uma marca de que conseguiríamos fazer qualquer coisa e tudo aprenderíamos.

Fazimento sendo um aprendizado, mas não da forma como esperávamos.

Aprendemos princípios de programação com Arduino. Descobrimos princípios de elétrica. Desvendamos como manipular MDF sem os equipamentos adequados. Sim, de fato.

Mas aprendemos disciplinas muito mais importantes para o que o Fazimento representa para nós: aprendemos que bom projeto conta com um bom planejamento. Aprendemos a nos adequar quando as circunstâncias demandam. Aprendemos que o trabalho em equipe é composto basicamente de muita troca, muito diálogo e muito respeito.

E aprendemos tudo isso após errarmos descaradamente no processo de criação e finalização da matriz que, se abandonada, não teria nos rendido nenhum desses preciosos ensinamentos que aplicaremos nos projetos futuros.

Descobrimos o Fazimento. Ele é uma construção, ele é dinâmico e ele é imperfeito.

Ele é, afinal, um processo.

Um passo de cada vez.

Um fazimento.


Fazimento Chegou!

Descubram mais do Fazimento Estúdio na entrevista que fizemos no projeto Mundo Banfer.

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